Uma nova cidade, mais harmoniosa, com pensamento urbanístico planejado, valorização de áreas mais adensadas, construção de mais habitações de interesse social, maior preferência para o transporte público, esses são alguns dos objetivos do novo Plano Diretor Estratégico aprovado recentemente pelo prefeito Fernando Haddad para a cidade de São Paulo.
Neste espaço abordamos alguns pontos - os mais polêmicos - e neste texto vamos fazer um resumo de boa parte do que se espera para a cidade nos próximos anos. Tudo pelo melhor aproveitamento do espaço urbano. Pelo menos é o que se espera.
Adensamento populacional - um dos pontos que o novo PDE prevê é que sejam construídos mais prédios, mais altos, mais unidades e em áreas próximas ao transporte público. Dessa forma, em áreas próximas a estações de trem e de metrô, monotrilho, VLT (Veículo Leve sobre os Trilhos), VLP (Veículo Leve sobre os Pneus) e corredores de ônibus haveria um maior adensamento populacional, evitando grandes deslocamentos pela cidade.
Zonas de interesse social – Expansão de novas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) em bairros mais centrais, como Santa Efigênia, Pari, Brás, Campus Elíseos e Bela Vista. Bairros mais distantes também terá essa destinação, como Jabaquara. Esses bairros são bem localizados e as unidades seriam destinadas à população com renda de até três salários mínimos. Com isso, perto de 2 mil ocupações de favelas e loteamentos serão regularizadas. As Zeis serão ampliadas em 117% em relação ao plano anterior.
Retrofit - será estimulada a demolição e/ou reforma de edificações já existentes, desde que sejam destinadas à moradia popular. Para isso, será permitido o reaproveitamento de parte da infraestrutura, respeitando toda a arquitetura já existente.
Zona Rural - este ponto já foi abordado aqui antes mesmo da aprovação do texto. O extremo-sul da cidade voltará a ter a chamada Zona Rural. Ela será recriada e deverá abranger cerca de 25% de todo o território da cidade. Isso tem por objetivo diminuir o número de prédios, além de proteger o cinturão verde da cidade, bem como criar novos empregos e renda com atividades ligadas ao meio ambiente, agricultura orgânica e o ecoturismo.
Preservação Ambiental - Serão construídos 164 novos parques públicos, ampliando as Zonas Especiais de Proteção Ambiental (Zepams), que somam, hoje, 105 parques. Para isso, será constituído o Fundo Municipal dos Parques, para aquisição de áreas e viabilização da implantação dessas novas áreas verdes.
Imóveis vazios - unidades sem uso ou desocupadas e que estejam próximos às zonas destinadas a moradias populares e nos eixos de mobilidade, o IPTU será mais caro para evitar que o imóvel fique ocioso ou subutilizado. Essa medida visa a baixar o preço dos terrenos, assim como aumentar a produção habitacional e estimular a economia da cidade.
Cidade ordenada - o novo PDE será base para elaboração de outras leis voltadas ao planejamento urbano municipal, como a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, os Planos Regionais, o código de Obras e Edificações e Leis Urbanísticas Específicas.
Desenvolvimento como um todo - tema também já abordado aqui. Os polos estratégicos de desenvolvimento econômico sairão, enfim, do papel. O objetivo é criar empregos em regiões com maior concentração populacional, mas com grande potencial econômico. Os polos definidos serão: Polo Leste, compreendendo o Arco Leste e Arco jacu-Pêssego; Polo Sul, que engloba a região da Avenida Cupecê e Arco Jurubatuba; Polo Noroeste, na região da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães e Rodovia Anhanguera; Polo Norte, que vai da Avenida Coronel Sezefredo Fagundes até a Marginal Tietê; e Polo Fernão Dias, que corresponderá à área às margens da rodovia do mesmo nome na zona norte. Para que isso aconteça, as empresas terão incentivos fiscais, como a isenção ou desconto no IPTU e ISS.
Parceria em ruas comerciais - ruas comerciais serão reurbanizadas por meio de parcerias com iniciativa privada. Estão previstas melhorias como reforma e alargamento de calçadas, enterramento da fiação aérea, sinalização visual, melhoria da iluminação pública e implantação de mobiliário urbano, em especial, banheiros públicos.
Esse assunto não se encerra aqui e este espaço pode voltar a abordar o tema, sempre que houver dúvidas dos internautas e questões que merecem uma discussão mais aprofundada.
Resumo do texto:
O Plano Diretor Estratégico aprovado recentemente para São Paulo tem como objetivo criar uma cidade mais harmoniosa, com planejamento urbanístico, adensamento populacional em áreas próximas ao transporte público, construção de mais habitações de interesse social e preservação ambiental. O plano prevê a expansão de Zonas Especiais de Interesse Social, estímulo ao retrofit de edificações para moradia popular, criação da Zona Rural e incentivos fiscais para desenvolvimento econômico. Além disso, a reurbanização de ruas comerciais através de parcerias privadas também está prevista.
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